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Férias de Verão no Vilarejo
Aqui cada aroma conta uma história!
AROMA: limonada, banho de riacho e ventinho bom
INFORMAÇÕES SOBRE A VELA:
- 🕯️ Pavio de algodão;
- 🥥 Cera de coco;
- ✨ Pigmento perolado;
- 💎 Essência premium;
- 🕰️ De 30 a 35 horas de queima - 150 gramas;
- 🤎 Velas feitas a mão, uma a uma, com muito carinho.
Há muitos verões, quando nossos anfitriões chegaram no que hoje conhecemos como vilarejo, havia muito a ser feito: caminhos para abrir, flores para plantar, tocas para construir, lugares para descobrir... E Mestre Lebre era perfeito para esse trabalho, com suas patinhas ligeiras, audição aguçada e o espírito livre de um explorador nato.
Como de rotina, Mestre Lebre sempre despertava e dava início ao seu ritual alquimista, aquecendo água e estudando as ervas e chás que encontrava. Era seu momento de calmaria antes de bater perna (ou patas) pelos arredores e voltar com suas descobertas. Naquela manhã, enquanto bebia seu chá de hortelã, já sentia um formigamento nas patas — aquela inquietação boa de quem sabe que algo está para acontecer.
Então assim fez: terminou seu chá, colocou seu suéter azul (presente da Dona Gata, que sempre reclamava que sem se agasalhar ele acabaria resfriado), pegou sua bolsa de lona — caso encontrasse novos chás pelo caminho — e deu um "até logo, caros amigos!" para a toca improvisada onde todos ainda dormiam no início do Vilarejo. Saiu pela porta com seu focinho curioso tremendo de antecipação, sabendo que algo o esperava — ou até chamava — lá fora, no desconhecido.
As primeiras horas foram de puro deleite: árvores novas para catalogar, um cogumelo interessante (mas que decidiu não colher, lembrando dos avisos do Vovô Texugo), flores silvestres que perfumavam o ar. Mas conforme o sol subia, a empolgação dava lugar ao cansaço, à sede e ao calor. A frustração veio, mas muito pouca se comparada à esperança de encontrar algo, qualquer coisa que valesse a caminhada.
Já pensava em retornar quando seu focinho captou algo no ar...
— O que será isso? — Murmurou consigo mesmo, parando no meio da trilha. Fechou os olhos e inspirou fundo.
— Mas que cheiro formidável!
Era frescor, era umidade. Era algo que já havia sentido antes, mas agora parecia diferente, mais intenso, mais... Vivo! Suas orelhinhas começaram a girar e trabalhar, captando um som novo que vinha da mesma direção do aroma.
— E este som? Parece uma corrida! Mas quem está correndo?"
A empolgação tomou conta. Sem pensar duas vezes, Mestre Lebre seguiu o cheiro e o barulho, com suas patas traseiras impulsionando-o cada vez mais rápido pela mata. Galhos roçavam seu suéter, folhas secas estalavam sob seus pés, mas nada disso importava. Estava perto, muito perto...
E então, ao atravessar uma cortina de samambaias, Mestre Lebre parou.
— Pelas minhas ervas...
Diante dele, um espetáculo de luz e movimento: algo serpenteava entre pedras cobertas de musgo, algo tão cristalino que parecia feito de safiras líquidas dançando sob o sol. A luz atravessava aquilo em raios dourados, criando arco-íris minúsculos. O som era uma música — não um rugido violento, mas um murmúrio alegre que brincava entre as pedras.
— É tão bonito... E como é sereno.
Mestre Lebre aproximou-se devagar, quase com reverência. Ajoelhou-se na margem e olhou seu reflexo tremular naquelas safiras em movimento. Foi quando sentiu — splash! — um respingo gelado em seu focinho.
Lambeu instintivamente.
— ÁGUA! Mas é claro! Um riacho!
Não demorou muito para que todos estivessem ali. Mestre Lebre havia voltado correndo, marcando o caminho, e agora a tarde dourada os encontrava reunidos às margens da descoberta. Dona Gata trouxera sua famosa limonada, gelada pela a própria água do riacho. Sr. Raposo folheava um livro sem realmente ler, hipnotizado pela beleza do lugar. Vovô Texugo contemplava as safiras dançantes com aquele sorriso sábio.
— Às férias de verão que merecemos! — ergueu Mestre Lebre sua limonada.
Os copos tilintaram. A água cantava. O ventinho soprava.
E ali, entre goles de limonada gelada, respingos cristalinos e a companhia dos melhores amigos, nasceu o que todos já sabiam: haviam encontrado o coração do que seria seu lar.
As safiras continuavam dançando, agora pintadas de laranja e rosa pelo sol poente, celebrando as férias de verão de que precisavam e mereciam.
